15 de agosto de 2017

All For Love - 2

"É como isso é, é como isso será, longe dos outros, perto um do outro"

14 dias até o julgamento...

Cheguei na delegacia meio atrasada, foi um sacrifício para mim conseguir dormir a noite pensando no que havia acontecido. Daniel veio apressado na minha direção

Dan: Adivinha quem esta aqui?
Babi: Não faço ideia
Dan: A mãe do assassino - Apontou para trás de mim -

Me virei e vi um mulher meio baixa com os cabelos escuros e olhos claros sentada, ela estava bem arrumada, pelo jeito que estava vestido ela era rica

Babi: E ela veio sem um advogado?
Dan: Sim, veio sozinha
Babi: Como ela quer tirar o filho daqui sem um advogado? - Murmurei -
Dan: Esquece isso Barbará, aquele merdinha não vai mais sair daqui. Todas as provas apontam contra ele, sem chances dele sair daqui
Babi: - Suspirei - Ja chamaram ele para depor novamente?
Dan: Não, mas foram busca-lo agora para ver a mãe. Ainda não acredito que assassinos podem ter visitas - Disse irritado -

Atrás de Daniel vi Justin vindo em minha direção algemado e com um policial segurando seu braço, ele estava meio abatido e com olheiras, pelo jeito a noite dele foi tão ruim quanto a minha. Ele passou do meu lado me olhando e foi até sua mãe a abraçando, ela começou a chorar e alisar seu rosto

Babi: Me sinto péssima por ele
Dan: Ei, você prendeu um assassino - Alisou meus ombros - Deveria estar orgulhosa e não culpada
Babi: Eu sei
Dan: Eu tenho que trabalhar agora, nos vemos depois

Ele depositou um beijo em minha testa e saiu, suspirei e fui até a minha mesa

*Justin on

Pattie: Querido, o que esta acontecendo?
Justin: Eu não sei, estão me acusando de assassinato e eles tem filmagens minhas ou de alguém que se parece comigo, eu não sei. Mãe, eu não sou um assassino a senhora sabe disso né? Eu preciso que alguém acredite em mim
Pattie: Meu amor, é claro que eu acredito em você - Alisou as minhas mãos - Eu sei que você é um bom menino. Eu vou achar o melhor advogado de NY e te tirar daqui, esta bem?
Justin: Mãe, eu não quero mais ficar aqui, esse lugar é horrível, eu tenho que ficar aqui até o julgamento e depois irei para a prisão, eu não vou aguentar
Pattie: Não fala isso, vai dar tudo certo
Policial: O tempo acabou
Pattie: Eu vou voltar com um advogado, vai ficar tudo bem - Me abraçou forte -
Justin: Obrigado mãe

Me afastei da minha mãe e o policial me guiou até a sala de depoimento, ótimo, eu iria ser torturado novamente. Esperei alguns minutos e em seguida a porta se abriu, era aquela policial novamente. Tudo que eu queria era odiá-la por ter me colocado nesse lugar, mas eu entendia que ela estava fazendo o que achava ser certo. Ela se sentou na minha frente com um gravador e me olhou

P. Cooper: Esta pronto para colaborar hoje?
Justin: Nenhum pouco
P. Cooper: Pois devia, admitir culpa pode te ajudar, afinal da uma aliviada na sua pena
Justin: Você quer que eu diga o que? Eu vi a noticia da morte dessa garota na tv, e vi como foi horrível, mas eu não sei de nada. Quer que eu invente o que aconteceu? Tudo bem, eu invento, bom a faca que eu matei ela eu enterrei em um terreno qualquer, adorei ter matado ela e não me arrependo. Satisfeita? - Falei arrogante -

Ela suspirou deu pausa no gravador e me olhou séria, ela parecia irritada e cansada ao mesmo tempo

P. Cooper: Porque esta agindo desta forma Justin?
Justin: Estou agindo do jeito que vocês querem, assassinos agem assim não é?
P. Cooper: Exatamente, assassinos agem assim, por isso mesmo eu não entendo porque você esta fazendo isso
Justin: Espera, você sabe que eu estou dizendo a verdade? - Ela ficou em silêncio - Sabe e mesmo assim não esta fazendo nada para mudar isso? Um assassino esta a solta neste momento sabia?
P. Cooper: Eu não sei o que fazer, eu nem te conheço, nem sei se esta mesmo falando a verdade ou apenas me manipulando
Justin: Eu tenho 14 dias até o meu julgamento, se você for atrás de provas, você vai descobrir que eu realmente não sou um assassino

Ela ficou me encarando, passou as mãos pelo rosto nervosa. Dava para perceber o quanto ela estava perdida, talvez mais perdida do que eu

Justin: Qual o seu nome?
P. Cooper: O que?
Justin: Seu nome, eu quero saber
P. Cooper: Eu ja falei, é Cooper
Justin: Não, esse é o seu sobrenome, eu quero o nome de verdade, se quer que eu confie em você para falar a verdade, deve confiar em mim também, uma troca justa, não acha?
P. Cooper: Meu nome é Barbará
Justin: Nome bonito
Babi: Esta flertando comigo? - Parecia chocada -
Justin: - Dei uma risada fraca - Não, eu apenas tentei ser legal fazendo um elogio
Babi: Ah, claro - Tentou segurar um sorriso -
Justin: É solteira?
Babi: Quer saber? Acho melhor voltarmos ao assunto principal aqui
Justin: Tem razão. Vai me ajudar?
Babi: Me fala o que você fez no dia do assassinato e se eu acreditar, eu posso tentar te ajudar
Justin: Esta bem
Babi: - Ligou o gravador - Pode começar
Justin: Eu acordei, tomei da café da manhã, recebi uma ligação da minha mãe, conversamos por um tempo e o resto do dia eu passei assistindo. 19:00hrs eu me arrumei e fui trabalhar
Babi: Que horas chegou no serviço?
Justin: 20:00hrs, é o horário que eu entro todos os dias
Babi: Você trabalha do que?
Justin: Eu sou barman
Babi: O IML constatou a morte da jovem Ana Smith, ocorreu entre 00:00 e 1:00 da manhã. Estava trabalhando ainda nesse horário?
Justin: Sim e não
Babi: Pode explicar melhor?
Justin: Digamos que eu dei uma fugidinha rápida para ficar com uma mulher
Babi: Homens - Sussurrou  - E se eu perguntar para essa mulher ela pode me confirmar isso?
Justin: Eu não sei, eu nem a conheço, não sei nome nem nada, eu acho que ela nem é da cidade
Babi: Você entende que isso é muito suspeito né? Você não tem um álibi, por enquanto nada indica a sua inocência
Justin: Não acredito - Suspirei chateado -
Babi: Você pelo menos se lembra de como era essa mulher?
Justin: Sim
Babi: Esta bem, eu vou chamar um desenhista e amanhã faremos um retrato falado e iremos espalhar pela cidade, alguém deve saber quem é essa mulher
Justin: Obrigado

Ela desligou o gravador e se levantou, me inclinei na mesa e segurei sua mão, ela olhou para nossas mãos assustada com o meu movimento e em seguida para mim

Justin: Muito obrigado Barbará, eu nem sei como te agradecer
Babi: - Deu um meio sorriso - Me chame de Babi
Justin: Até amanhã Babi
Babi: Até Justin

Ela saiu da sala e o policial que estava na porta entrou para me levar até a cela novamente

*Barbará on

Sai da sala de interrogatório e fui até a sala do delegado, eu precisava mostrar a gravação para ele e pedir por um desenhista. Dei 3 batidas na porta e ouvi sua voz me pedindo para entrar

Babi: Bom dia Delegado Jenkins
Caleb: Bom dia Cooper, tem alguma coisa para mim?
Babi: Na verdade eu tenho sim, o nosso suspeito de assassinato deu o seu depoimento
Caleb: Ele finalmente confessou?
Babi: Não, ele deu um álibi para a noite do crime
Caleb: Álibi?
Babi: Sim, ele disse que estava com uma mulher na suposta hora do assassinato, então tudo que temos que fazer é encontrar essa mulher para confirmar
Caleb: E quem seria essa mulher?
Babi: Bom, ai esta o problema. Ele não sabe quem é ela, mas se lembra do rosto, então se acharmos um desenhista ele pode fazer um retrato falado, e podemos divulgar cartazes pela cidade para encontra-la
Caleb: Você sabe que ele pode estar apenas ganhando tempo né?
Babi: Senhor, se esse homem for mesmo inocente, eu quero ter a certeza de que fiz o máximo para tira-lo daqui, não posso deixar alguém inocente pagar por um crime que não cometeu
Caleb: Esta bem, eu vou ligar para algum desenhista vim aqui amanhã
Babi: Obrigada senhor
Caleb: Espero que eu não me arrependa disso
Babi: Não vai - Me levantei - Com licença senhor

Sai da sala toda sorridente, Danielle veio correndo até mim

Dani: Não me diga que você esta traindo o Dan com o delegado? - Ficou de boca aberta -
Babi: O que? Não! Da onde que você tirou isso?
Dani: Bom, eu só fico sorridente assim após ter transado e como você saiu da sala sorrindo...
Babi: Não! Que horror. Mas você vive sorrindo, você por acaso esta transando com alguém na delegacia?
Dani: Eu? Nunca. Tenho que ir - Saiu apressada -

Que nojo, só espero nunca entrar em uma sala e pega-la no ato com algum policial, isso com certeza seria traumatizante para mim. Daniel estava sentado em sua mesa, fui até ele contar a novidade

Babi: Adivinha quem conseguiu um depoimento?
Caleb: Não acredito que você conseguiu fazer ele confessar, seu charme feminino é mesmo poderoso
Babi: Ele não confessou nada, mas me deu um álibi, então tudo que precisamos fazer é achar o álibi dele e confirmar o que ele disse
Caleb: Ou achar esse álibi para desmenti-lo
Babi: Eu não entendo porque você esta tão negativo sobre esse caso, e se ele for mesmo inocente?
Caleb: Acredite, ele não é
Babi: Eu vou provar que você esta errado quando o álibi dele confirmar sua inocência - Falei irritada -
Caleb: Esta mesmo querendo discutir comigo por causa de alguém que você mal conhece?
Babi: Estou. Eu sou uma policial, fui treinada para fazer a coisa certa: prender pessoas más, e ele não é essa pessoa que todos acham que é, por isso irei tira-lo daqui
Caleb: Então boa sorte, porque você vai precisar
Babi: Porque esta dizendo isso?
Caleb: Se depender de mim, aquele imbecil vai mofar na cadeia. Agora se me der licença eu tenho que trabalhar

O olhei chocada, isso foi algum tipo de ameaça? Quanto mais eu conhecia Daniel, mais eu percebia que Carey estava certa em odiá-lo

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Olá pessoas, como vocês estão? O que estão achando da IB? Daniel é muito irritante né, não suporto ele. Obrigada por cada comentário, espero que eles continuem aumentando, até a próxima semana. Beijos!

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7 de agosto de 2017

All For Love - 1

"Ninguém vê, ninguém sabe. Nós somos um segredo, não podemos ser expostos"

*Justin on

Eu estava assistindo ao campeonato de basebol, quando ouvi baterem na porta, ou melhor, quase estourarem a minha porta nos socos seguidos. Levantei irritado para ver o que estava acontecendo, abri a porta e tinha uma mulher e dois policias ao seu lado, ela ergueu um papel na altura do meu rosto e disse as piores palavras que alguém pode ouvir

Xxx: Justin Drew Bieber, você esta preso!
Justin: Como é?

Os dois homens se aproximaram de mim, eu estava tão chocado com tudo aquilo que não tive nem tempo de pensar em reagir, um policial me segurou e o outro me algemou

Xxx: Você tem o direito de permanecer em silêncio, tudo que disser poderá ser usado contra você no tribunal
Justin: Tribunal? Mas eu não fiz nada
Xxx: É o que todos dizem. Podem leva-lo

Os policiais me arrastaram pelo corredor do prédio onde eu morava, comecei a gritar para me soltarem, mas nada adiantou, tudo o que consegui foi chamar a atenção dos meus vizinhos que abriram suas portas para verem o que estava acontecendo. Percebi que resistir era em vão, e acabei indo por livre e espontânea vontade até a viatura

*Bárbara on

Cheguei na delegacia após fazer uma limpa no apartamento do suspeito e não encontrar absolutamente nada, ele só podia ter jogado a arma do crime em algum lugar. Daniel veio em minha direção rindo

Babi: Qual a graça?
Dan: Eu estava pegando o depoimento do suspeito de assassinato
Babi: E o que ele disse?
Dan: Ele jura que é inocente, ele acha mesmo que vamos cair nessa? Temos imagens dele esfaqueando a garota na rua e ainda tenta negar - Balançou a cabeça - Babaca
Babi: Ele me disse o mesmo no apartamento, parecia completamente confuso da policia estar na sua porta
Dan: Claro, ele é um assassino, vai saber o que se passa naquela cabeça doente dele
Babi: Eu vou la tentar tirar algo dele
Dan: Se eu não consegui, porque você conseguiria algo?
Babi: Você não tem o charme feminino - Pisquei para ele -
Dan: Porque não me mostra esse charme feminino mais tarde?
Babi: Idiota - Ri e revirei os olhos -

Fui até a sala de depoimento, havia um policial fazendo a segurança da porta, ao me ver ele abriu a porta para mim, entrei na sala e vi o suspeito com a cabeça baixa entre as mãos. Caminhei até a mesa e sentei de frente para ele, suas mãos estavam algemadas e ele nem fez questão de levantar a cabeça

Babi: Justin? - Ele ficou em silêncio, suspirei cansada - Porque não me ajuda para acabarmos logo com isso

Ele levantou a cabeça e me olhou com os olhos vermelhos, ele parecia ter chorado, senti um aperto no peito, mas resolvi ignorar

Justin: Te ajudar? E quem me ajuda? Estou sendo acusado de algo que eu não fiz!
Babi: Um advogado pode te ajudar. Você tem direito a um advogado, sabe disso não sabe?
Justin: Eu não quero um advogado, eu só quero ir para casa e fingir que isso nunca aconteceu - Seus olhos encheram de água -

Abri a gaveta da mesa, peguei um envelope, tirei as fotos que estavam dentro e mostrei para ele. Eram cenas da câmera de segurando da rua, onde mostrava ele esfaqueando Freya pelas costas

Babi: Esta me dizendo que esse homem não é você? - Apontei para a foto -
Justin: Olha moça...
Babi: - O interrompi - Policial Cooper - O corrigi -
Justin: Policial Cooper, eu sei que esse homem se parece comigo, mas não sou eu. Eu nunca fiz mal a ninguém, eu nem tenho passagem pela policia. Eu não sou um assassino, você tem que acreditar em mim

Ele me olhou profundamente, como se estivesse colocando toda a sua fé de ficar livre em mim, desviei o olhar

Babi: Seu julgamento é em 15 dias, espero que até la você consiga convencer alguém a acreditar no seu teatro
Justin: 15 dias? Como vou provar a minha inocência estando preso? - Falou desesperado -
Babi: Nada disso estaria acontecendo, se não tivesse matado aquela garota
Justin: Eu tenho direito a um telefonema não tenho?
Babi: Tem, quer fazer essa ligação agora?
Justin: Sim

Peguei meu celular, coloquei para discar e o entreguei. Ele pegou o celular, e discou os números de forma meio atrapalhada

Justin: Alô? Mãe? - Pausa - Eu fui preso - Pausa - Eu não sei mãe, estão me culpando pela morte de uma garota, eu não sei o que fazer - Pausa - Esta bem - Pausa - O meu julgamento é em 15 dias, preciso provar antes disso que sou inocente, a senhora é a única pessoa que pode me ajudar - Pausa - Esta bem, eu espero - Pausa - Eu também amo a senhora

Ele me entregou o celular e eu fiquei chocada o olhando, desde quando assassinos ligam para as suas mães em vez de ligar para um advogado? E desde quando eles dizem que ama a mãe na frente de alguém? Eu nem sabia que assassinos tinham sentimentos

Babi: Eu pensei que iria ligar para um advogado
Justin: Pessoas inocentes não precisam de advogado
Babi: Pelo jeito você não vai me dizer nada mesmo. Continuamos amanhã, uma hora você cansa de mentir e confessa

Me levantei e fui até a porta, ao sair pedi para que o policial o levasse até a cela. Fui até a cozinha e peguei um café, na verdade eu queria mesmo era uma vodka, mas não pode beber em horário de serviço. Daniel entrou na cozinha

Dan: E então, conseguiu tirar algo com o seu charme feminino? - Brincou -
Babi: Não - Disse irritada -
Dan: O que houve? Parece tensa
Babi: Você acredita que ele usou a ligação para ligar para a mãe dele e dizer que a ama? Normalmente as pessoas ligam para um advogado
Dan: Não me diga que ele esta mesmo mexendo com a sua cabeça com essa história de ser inocente?
Babi: Não, claro que não, eu só achei estranha a atitude dele - Dei de ombros -

Daniel se aproximou de mim, me puxou pela cintura e depositou um beijo em meus lábios

Dan: Não precisa se preocupar com aquele cara, logo ele receberá a sentença de morte dele - Piscou para mim -

Senti um arrepio passar por meu corpo ao ouvir aquelas palavras. Tudo que fiz foi assentir, Lee entrou na cozinha

P. Lee: O chefe esta chamando você Cooper
Babi: Obrigada, ja estou indo

Ele saiu da sala e me dirigi até a sala do delegado Jenkins. Bati na porta e ouvi sua voz

Babi: Pediu para me chamar senhor?
Caleb: Sim, pode se sentar - Apontou para a cadeira em sua frente -
Babi: E qual seria o assunto?
Caleb: Eu só queria saber como esta indo o caso do assassinato, ja foi feita a prisão?
Babi: Sim, senhor. Ja fizemos o interrogatório também, mas ele se recusou a cooperar, a todo momento dizia ser inocente
Caleb: Usou o charme feminino? - Brincou -
Babi: Tentei - Dei um meio sorriso -
Caleb: Podemos tentar novamente amanhã, uma confissão iria nos ajudar demais no julgamento
Babi: Posso ser sincera senhor?
Caleb: Claro
Babi: Eu acho que não conseguiremos tirar nada desse homem
Caleb: Porque diz isso? Acha que ele não ira confessar?
Babi: Sim, eu acho
Caleb: E porque acha iso?
Babi: Porque não tem como alguém inocente confessar algo que não fez
Caleb: Espera, esta me dizendo que ele é inocente?
Babi: Eu não sei, mas para mim ele parecia bem sincero ao dizer isso
Caleb: Agente Cooper, esta deixando suas emoções afetarem o seu julgamento? Porque se esse for o caso estará suspensa do caso e o passarei para outro agente
Babi: Não, não senhor. Isso não vai se repetir, me desculpe
Caleb: Tudo bem, espero mesmo que não se repita. Dispensada Cooper

Me levantei nervosa, o que eu havia acabado de dizer? Quase perdi um caso por bobagem. Quando sai da sala, vi Daniel a minha espera

Dan: Qual foi a bronca?
Babi: Ele só queria saber sobre o caso e se eu consegui arrancar algo do suspeito
Dan: Seu turno ja esta acabando, quer que eu passe na sua casa mais tarde?
Babi: Na verdade, eu e a Carey combinamos em ter a noite das meninas, foi mal
Dan: Tudo bem, nos vemos amanhã então - Depositou um selinho em meus lábios - Te amo
Babi: Eu também te amo - Sorri -

Fui em direção ao vestiário feminino. Não via a hora de tirar aquele uniforme e ir para casa descansar, esse dia havia sido horrível

(...)

Abri a porta do apartamento e Carey estava sentada no sofá com um balde de pipoca

Carey: Como foi o dia da melhor policia da cidade?
Babi: Péssimo - Revirei os olhos -
Carey: Deita aqui e me conta tudo

Me joguei no sofá exausta e coloquei a cabeça em seu colo

Babi: Fiz a prisão de um assassino hoje
Carey: E porque isso seria ruim?
Babi: Porque ele não parou um segundo sequer de dizer que era inocente
Carey: É claro, acha mesmo que ele iria confessar logo de cara?
Babi: Não, mas nesse caso é diferente - Me sentei -
Carey: Diferente como?
Babi: Eu não se explicar, mas eu sinto que ele esta falando a verdade
Carey: Tipo um sexto sentido?
Babi: Mais ou menos isso
Carey: Que bizarro
Babi: O julgamento dele sai em 15 dias, e pela brutalidade que a garota foi morta, eu aposto que ele pega perpétua
Carey: E você vai fazer o que em relação a isso?
Babi: O que você acha que eu deveria fazer algo?
Carey: Se você tem tanta certeza sobre a inocência dele, eu acho que deve tentar ajuda-lo a conseguir sua liberdade. Afinal, você não pode deixar alguém inocente pagar por um erro que não cometeu
Babi: Meu Deus, como alguém pode ser tão boa em dar conselhos? - Deitei em seu colo novamente -
Carey: Isso é um mistério - Deu uma risada fraca - E como esta o Daniel?
Babi: Porque quer saber? Você o odeia
Carey: Só estou tentando ser uma boa irmã - Deu de ombros -
Babi: Queria vim me ver hoje, mas eu menti dizendo que tínhamos uma noite das meninas
Carey: Pelo o que vejo você ainda esta o evitando
Babi: Mais ou menos isso

A algumas semanas atrás eu estava no carro de Daniel e senti um perfume de mulher, e desde então eu ando desconfiada dele. Ele nunca me deu nenhum motivo para duvidar sobre sua fidelidade a mim, mas também não vou ignorar o que aconteceu naquele dia

Babi: Agora que tal pararmos de falar do Daniel, e você me passar essa pipoca?
Carey: Sinto muito, mas prefiro falar do Daniel do que dividir a minha pipoca de chocolate
Babi: Idiota - Ri -

*Justin on

Justin: Oi? Tem alguém ai? Eu preciso de uma informação! - Gritei -

Ouvi um estrondo alto e um rangido, acho que alguém havia aberto a porta que da acesso as celas. O policial que havia me interrogado da primeira vez apareceu

Xxx: O que você quer?
Justin:  - Olhei seu crachá - Policial Foster, eu queria fazer uma ligação, eu preciso saber se minha mãe conseguiu achar uma forma de me tirar daqui, ou um advogado, sei la
P. Foster: Ja usou a sua ligação. Acho bom você aprender a ficar de boca fechada, e não perder o seu tempo gastando salivá gritando, porque essa cela é a única coisa que você vai ver pelo resto da sua vida
Justin: O que quer dizer com isso?
P. Foster: Quero dizer que você vai apodrecer aqui - O olhei assustado - Tenha uma boa noite

Ele saiu me deixando sem nenhuma resposta, apenas com mais dúvidas. Esse realmente seria o meu fim? Passar o resto da minha vida preso por algo que eu não fiz?

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Olá pessoas, como vocês estão? Bom, eu não iria postar esse capítulo porque não teve o tanto de comentários pedidos, mas eu estava muito animada para postar o 1 capítulo, e espero que lendo isso, vocês se animem para comentar. Obrigada pelos comentários e até o capítulo 2. Beijos!

Divulgando

1 de agosto de 2017

All For Love - Prólogo


*Autora on

Era uma noite estrelada em Nova York, e essa poderia sim ser uma noite como qualquer outra, mas havia um assassino solto pela cidade a procura de sua vítima. E Freya Smith, uma adolescente de 17 anos, não fazia ideia do perigo que corria. Ela estava meio embriagada voltando apé de uma festa que havia ido com suas melhores amigas

Freya: Vocês viram o tipo daquele cara? - Perguntou rindo -
Iva: Sim, muito ridículo, ele achou mesmo que você iria dar mole para ele? - Debochou -
Jo: Acho que o coitado nunca se olhou no espelho
Freya: Só acho uma pena o meu crush não ter aparecido na festa, eu estava tão certa de que ele iria - Falou decepcionada -
Jo: Sim, total perda de tempo essa noite, não beijamos ninguém, meu Deus
Iva: Bom, a Freya não beijou porque não quis, aquele cara estava dando muito mole para ela - Brincou -
Freya: Prefiro ficar na seca eternamente, credo - Disse com nojo -

Iva e Jo se aproximavam da esquina da rua de suas casas, Freya morava alguns quarteirões a frente e ainda teria que ir sozinha até sua casa. Péssima ideia

Freya: Tchau meninas, até amanhã
Jo: Tchau, tente não esbarrar em mais nenhum feioso pelo caminho
Iva: Essa foi boa - Deu risada -
Freya: Engraçadinhas - Disse mostrando seu dedo médio -

Elas continuaram seus caminhos rindo e Freya continuou o seu sozinha. Ja era madrugada, e as ruas naquele horário ja estavam completamente vazias. Após andar por alguns minutos, Freya ouviu passos, ao se virar viu um homem andando calmamente a alguns metros de distância, ela não conseguiu ver o rosto e deu uma risada fraca ao lembrar da piada horrível das amigas sobre ela esbarrar em algum feioso pelo caminho e continuou a fazer o seu trajeto. Porém os passos do homem que estava meio distante dela pareciam estar ficando cada vez mais rápidos. Freya pensou em se virar para olhar, mas estava apavorada demais para isso. Ela só não pensou que ele a esfaquearia pelas costas. Ela se virou para olhar para o homem que segurava a faca que estava repleto de seu sangue, ela arregalou os olhos e tentou colocar a mão onde foi atingida, mas não alcançava. Ela pensou em gritar, mas não saia som algum de sua boca. Ela saiu andando apressada, queria ficar o mais distante possível daquele homem, a cada passo que ela dava se sentia ainda mais fraca, ela estava perdendo muito sangue. O mais assustador disso tudo era o homem a seguindo com passos lentos, parecia que ele queria vê-la sofrendo, ou talvez apenas queria ver quanto tempo ela aguentaria permanecer viva sangrando tanto. Após virar a rua, ela resolveu bater em alguma casa para pedir ajuda, ela sabia que aquele homem não a deixaria em paz. Ela conseguiu correr um pouco e começou a bater em uma porta freneticamente, olhou para trás e não viu mais nenhum sinal do homem, ela continuou batendo e finalmente ouviu a porta sendo destrancada e se abrindo. Daniel abriu a porta e arregalou os olhos ao ver a blusa a as mãos da garota sangrando

Daniel: Quem é você?
Freya: Eu sou Freya, tem um homem querendo me matar, ele me esfaqueou e provavelmente esta me procurando agora, você tem que me ajudar, por favor, chama a polícia, alguém, eu não sei - Disse ofegante -
Daniel: Um assassino esta atrás de você, e você vem bater bem na minha porta? - Perguntou irritado -
Freya: Eu preciso de ajuda, não tive escolha!
Daniel: Esta casa não é minha, ninguém pode saber que estou aqui, vá embora

Daniel tentou fechar a porta, mas a garota segurou a porta com o pé

Freya: Por favor, eu estou sangrando muito, preciso de um médico, só chame alguém - Implorou -

Daniel olhou para trás da garota vendo o assassino segurando a faca e os observando a algum metros de distância. Freya olhou para trás e viu a cena apavorante

Freya: Por favor, me ajude... - Começou a chorar -
Daniel: Vai embora garota! - Disse de forma rude -

Daniel ignorou completamente o pedido de socorro da garota, e fechou a porta na sua cara a deixando livre para o assassino fazer o que quisesse com ela. Freya desesperada sai correndo pela rua. Ela estava sangrando muito, mas estava com tanto medo que a adrenalina tomou conta de seu corpo fazendo a dor sumir

Freya: Socorro! Alguém me ajuda! - Gritou - Alguém! Por favor - murmurou sem forças -

Ela olhou para trás novamente e viu o homem correndo com a faca na mão, o desespero tomou conta de seu corpo e ela acabou torcendo o pé e caiu no chão. As luzes das casas começaram a se acender, ela conseguiria ser salva? O homem chegou até ela em poucos segundos

Freya: Você não precisa fazer isso, por favor - Implorou chorando - Me desculpe...

O homem não teve piedade, apenas depositou uma facada em seu peito, a boca da garota se abriu espirrando sangue no rosto do assassino, que depositou mais uma facada em seu corpo, agora na barriga. Sirenes começaram a ser ouvidas se aproximando, e o assassino saiu correndo. Mas ja era tarde demais, Freya Smith estava morta!

Semanas depois...

Barbará chegou até a delegacia onde trabalhava pouco mais de 1 ano, e foi recebida por seu namorado que lhe entregou um café e em seguida depositou um selinho em seus lábios

Dan: Bom dia - Disse animado -
Babi: Bom dia, porque essa animação logo de manhã?
Dan: Descobriram quem matou Freya
Babi: O que? Sério? - Perguntou chocada - Mas até ontem não tinham nenhuma conexão entre o corpo e o assasino
Dan: Parece que agora surgiu uma filmagem
Babi: Quem conseguiu as filmagens?
Dan: Lee, e adivinha quem irá fazer a prisão do criminoso?
Babi: Você? - Chutou -
Dan: Quase
Babi: Eu? - Perguntou surpresa - Não brinca, esse é um grande caso
Dan: Você fala como se ja não estivesse acostumada a fazer grandes prisões
Babi: Eu sei, mas sempre fico nervosa
Dan: É simples, é só você colocar a algema no safado e falar os direitos dele, fim
Babi: Obrigada Dan, grande ajuda - Disse irônica fazendo Daniel rir -
Dan: E tem mais você não vai fazer isso sozinha, Lee e o policial novato vai com você, então não tem com o que se preocupar
Babi: Então nesse caso é bom eu ir falar com o delegado
Dan: Sim, ele esta te esperando

Barbará seguiu até a sala do delegado Jenkins, deu duas batidas na porta e entrou ao ouvir ser chamada

Babi: Bom dia senhor
Caleb: Bom dia P. Cooper, ja esta sabendo da novidade?
Babi: Sim, por isso vim aqui
Caleb: Nesse caso, pode passar na mesa da Danielle e pegar o mandado de prisão com ela
Babi: Esta bem. Mas só por curiosidade, como se chama o assassino?
Caleb: Justin Bieber

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Oi gente, tudo bem? Esta ai o prólogo da nova IB, fiz esse prólogo apenas para mostrar a morte e a Babi pegando o mandado de prisão, acho que quando vocês lerem irão entender porque fiz isso no prólogo. Porque a Freya pediu desculpas, sera que ela conhece o assassino? E o Daniel, mesmo sendo policial não quis ajudar, e de quem era aquela casa que ele estava? Irei continuar apenas quando ter comentários. Até mais, beijos! E obrigada pelos comentários na sinopse <3

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